Jiboia aparece no estacionamento de condomínio no Recife; VÍDEO
01/10/2026
(Foto: Reprodução) Jiboia aparece em condomínio no Recife
Uma jiboia apareceu no estacionamento do condomínio Le Parc, localizado no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife (veja vídeo acima). O animal, com cerca de dois metros de comprimento, foi encontrado por moradores na quarta-feira (30) e retornou para o manguezal que existe na área.
No vídeo, é possível ver que a cobra passa pelo gradil que separa a mata do condomínio. As imagens mostram que os moradores observam e filmam o animal, mas não se aproximam dele. O g1 procurou a administração do Le Parc, que preferiu não falar sobre o caso no momento.
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Em entrevista à TV Globo, o biólogo André Maia explicou que a presença de jiboias nessa região é comum, pois áreas de vegetação e manguezal funcionam como hábitat para diferentes espécies. “Ali é um limite natural dela”, disse.
Ele também contou que o avanço das construções urbanas pode fazer com que os animais deixem áreas que tradicionalmente utilizam como abrigo e passem a circular por outros pontos do ambiente, inclusive em busca de locais para se aquecer.
Ainda de acordo com o especialista:
a jiboia não é uma espécie peçonhenta, então não há risco de envenenamento para as pessoas;
como essa cobra se alimenta de ratos, animais que podem transmitir doenças, ela deve ser preservada, pois exerce um papel predatório importante na natureza;
ao encontrar uma jiboia, é preciso manter distância, não tentar capturá-la nem machucá-la;
apesar de não ter veneno, a jiboia é uma espécie silvestre forte e pode tentar morder ou machucar os seres humanos para se defender.
Em casos em que animais oferecem risco, é possível acionar o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA) para realizar a captura por meio destes números: (81) 3181-1700 ou 3181-1703.
Jiboia é vista no estacionamento do condomínio Le Parc, na Zona Sul do Recife
Reprodução/TV Globo
Orientações
O g1 perguntou ao Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA) quais protocolos de segurança devem ser seguidos em casos envolvendo animais silvestres. Por meio de nota, o órgão informou que a jiboia, embora não seja uma serpente peçonhenta, pode morder diante de alguma ameaça e possui "uma força muscular considerável".
Por isso, as pessoas não devem tentar capturar, tocar, cercar, perseguir ou transportar animais silvestres. A orientação é que os moradores acionem o BPA pelo disque 190.
"Mesmo uma serpente não peçonhenta, como a jiboia, pode reagir defensivamente quando se sente ameaçada. Além disso, uma identificação equivocada pode levar uma pessoa a se aproximar de uma espécie potencialmente perigosa", afirma o texto.
A instituição disse, ainda, que:
áreas próximas a fragmentos de vegetação, matas, terrenos baldios, margens de rios e canais, zonas rurais ou periurbanas e locais que ofereçam abrigo e disponibilidade de alimento são naturalmente mais suscetíveis à presença de serpentes;
a proximidade entre áreas urbanizadas e ambientes naturais aumenta a possibilidade de encontro entre a população e a fauna silvestre;
períodos de chuva também podem favorecer o deslocamento de animais, fazendo com que sejam encontrados em locais onde normalmente não são vistos.
De acordo com o BPA, enquanto aguarda a chegada da equipe especializada, o morador deve:
manter distância segura do animal;
retirar crianças e animais domésticos das proximidades;
evitar cercar, provocar, tocar ou perseguir a serpente;
não tentar utilizar objetos para empurrá-la ou removê-la;
manter portas de acesso à residência fechadas, quando for possível e seguro;
evitar aglomeração de pessoas ao redor do animal;
informar à equipe qualquer mudança na localização da serpente;
se o animal estiver em uma área externa e se deslocando espontaneamente em direção a uma região de mata, o mais adequado é manter distância e permitir que ele siga seu deslocamento natural.
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